Olá. Aqui estou eu novamente. Peço desculpas. A mim mesma, por não ter postado esses dias, em que eu tanto precisava. Mas é difícil arrumar um tempo, principalmente quando se está na última semana de aulas e no único horário em que você pode usar o computador a sua mãe resolve monopolizá-lo. Deixando essas questões de lado, vamos começar a falar de um novo dia, um novo monocromo, e de uma nova cor, antes que mamai resolva dar chinelada na bundinha, né?Monocromo? Eu penso, hoje, em cinza. Aquele que traz a monotonia, o tédio, o autofoco distante. A obrigação.
Eu ando extremamente pensativa e dispersa, olhando constantemente por janelas ou interrompendo falas de meus amigos com música. Mas eu estou crescendo, e acho que é apenas uma consequência desse processo massivo e corrosivo que destrói desde traços de personalidade até arrancar seus melhores amigos.
Sim. Você pensa: "Não é meu melhor amigo, não é ele quem eu conheci" E até você perceber isso, ele já dava sinais há muito tempo. Sinto que ele não é mais o mesmo, e reflito sobre quem disse que as pessoas nunca são o que você espera.
Crescer. Porque todos querem ficar adolescentes, jovens? Será que é tão bom? Aos meus olhos, é horrível. Eu sou uma criança "infiltrada" no meio de tantas garotas que já menstruam e de tantos garotos que já tem pelo na cara. E vendo eles, fúteis, cheios de si, falsos e hipócritas, penso se é tão bom assim como dizem. Tenho até receio disso; até receio deles.
Tento me manter afastada, mas é cansativo quando se vive na área deles, e as pessoas da sua idade são imaturas e estúpidas. Mesmo eu, com todos os meus defeitos, não chego aos pés da enorme lista de defeitos das "misses" e dos "misters" que surgem. E o pior, é que é "pecado" não ter ouvido falar deles, como se eles fossem importantes. Eu rio deles e de suas idiotices.
E ainda assim, existem aqueles que se salvam. Que não são narcisistas, que realmente lembram que a vida não é um mar de flores e que todos têm obrigações. Que existem aqueles que não suportam as "brincadeiras" que os outros fazem, humilhantes. Que ainda têm um pouco de humanidade e inocência. Essas, que depois do período adolescente, só voltam na idade adulta, quando o estrago pode durar por uma vida.
Ando cabisbaixo, perambulando sem destino.
Depois que vejo o que minha raça com
tanto orgulho fez.
Um mundo sem destino, sem liberdade, onde exemplos são movidos a ganância, e injetados por falsos
sentimentos.
- Autor desconhecido
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