Our Monochrome - Purple

 Olá. Não sei como posso começar, mas vou começar falando do "Our Monochrome". Our. Nosso. Estupidez minha usar o plural, sendo que há pouco tempo, tinha imaginado um blog privado, apenas para depositar minhas ideias lamurientas, de um dia-a-dia com muito mais pitadas de desgraça do que realmente tem. Porém eu tenho uma péssima necessidade de opiniões, mesmo que a maioria eu apenas jogue em um buraco-negro no meu cérebro e esqueça-as lá. 




  Primeramente, acho que eu deveria estar realmente agradecendo á minha força de vontade que colaborou para que eu pudesse começar a escrever algo de tamanha importância. Eu não diria que é um diário, apenas um lugar onde eu possa escrever o que penso sem precisar esconder de pais ou irmãos ou amigos. Afinal, ninguém além de vocês, que descobriram-no na blogosfera, ficará sabendo dele.

Estou passando por uma fase de grandes decisões que podem definir quem eu vou ser daqui em diante. Perante a sociedade, na escola, até mesmo pesando a mim mesma. Eu vou ser diferente.

Estou sendo meio hipócrita, pois não estou me esforçando nem um pouco para alcançar meu desejo. Mas por outro lado, é exatamente o que o torna possível. Não deposito a mínima vontade em atingir esse objetivo, onde eu já posso ser identificada diferente. Eu tento abandonar qualquer escrúpulo acima da sinceridade, porém sou julgada de grossa apenas por dizer verdades que os outros não diriam.

Bom, o está no título a palavra monocromo. E vou dizer como está meu monocromo. Meu monocromo está nos tons frios. Está no roxo.meus vêm fazendo muitas chacotas comigo, o que está me deixando bem chateada. Tudo ainda por causa de um comentário no Facebook, que não bastou o garoto de quem estava gostando ser um grande medroso, ainda tentou me "lacrar" usando a desculpa de que eu gostava dele. Confesso que comentei no assunto de propósito, apenas para fitar sua reação, que eu já esperava qual fosse. E ainda por cima, vieram o grupo inteiro de otários pra cima de mim, comentando "coitado do moleque" "menina feia" e coisas do tipo. O mais interessante de tudo, é que o último também foi o único argumento que eles tinham. Menina feia.

Engraçado, não? Enquanto eu posso listar aqui milhares de manias e adjetivos para eles, eles apenas tem essa forma de "se defender". E saem cuspindo seu veneno, fingindo que estão falando de mim, me provocando, e acham graça. Graça em tentar achar alguma razão quando estão discutindo com um ser mais lúcido que eles? Sim, riam mesmo, riam de suas próprias faces. Aproveitem que já tem cada face ridícula em sua frente e estapeiem-as. Vejam se suas faces são melhores que a minha para dizerem alguma coisa. E realmente se auto-avaliem, sem querer justificarem-se.

Concordo com você. Esse comentário soou orgulhoso. Mas e daí? Junto com a preguiça, é meu pecado capital mais presente. E atualmente, minha ira também está desperta. 

Provocações como "passa reto" e "cabeça de avestruz" tornam-se cada vez mais engraçadas para eles e cada vez mais entediantes para mim. É incrível como garotos três ou dois anos mais velhos que eu ainda não amadureceram o suficiente para perceber o quão micoso é o ato deles: Me esperar na escada para me irritar; ou até mesmo, reunirem-se para falar de mim, e gastar suas palavras falando de mim em suas casas.

Mas, o que eu acho ainda melhor é que o próprio garoto de quem eu gostava, que me deu, como posso dizer? a suposta "patada", não faz nada comigo. Apenas me observa, quando acha que não percebo, com seus mesmos olhos foscos e melancólicos, limitados a uma visão fixa e desatenta. E predispõe de seu tempo para gritar ao mundo de mim, á distância, no conforto de seu quarto. Alguns dizem que é covardia; outros, que tem algum sentimento a mais por mim; "mas que sentimento", me pergunto! Se eu mesma já cheguei a cortar a escassa relação que tínhamos, como uma forma de fazer esvair qualquer resquício de "paixonite" que pudesse ter por ele? Que aparenta não ligar, que aparenta não se importar com as brincadeiras estúpidas sobre mim e ele?

Socorro, isso ficou muito grande. Confesso que necessitava de desabafar, precisava registrar isso em um lugar. Precisava deixar isso pra fora, de um jeito que me parecesse realmente adequado. Consegui completá-lo. Como podem ver, me parece perfeito, mas no fundo, há muito mais dramas do que o necessário. Espero que tenham conhecido um pouco da minha escrita, dos meus jeitos, e identifique minha personalidade, pois sou péssima em apresentações. Obrigada.


"Sou uma filha da natureza: quero pegar, sentir, tocar, ser. E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério. Sou uma só... Sou um ser. E deixo que você seja. Isso lhe assusta? Creio que sim. Mas vale a pena. Mesmo que doa. Dói só no começo." - Clarice Lispector.


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